Um ex-membro do polêmico “Departamento de Eficiência Governamental” (DOGE) da administração Trump, Edward Coristine, está agora colaborando com o criador de conteúdo de direita Nick Shirley em vídeos virais alegando fraude generalizada. Shirley, cujas investigações anteriores levaram a um maior escrutínio e ações de fiscalização por parte da administração Trump, afirma que Coristine forneceu dados importantes para sua última denúncia visando empresas da Califórnia.
Do governo às investigações dos vigilantes: Coristine, conhecida online como “Big Balls”, ingressou no DOGE aos 19 anos, sem experiência anterior no governo. Ele trabalhou em várias agências, incluindo a Social Security Administration (SSA) e a Small Business Administration (SBA), após uma breve passagem pela Neuralink de Elon Musk e fundando uma startup especializada em black hat hacking.
O envolvimento de Coristine destaca uma tendência preocupante: a indefinição dos limites entre a supervisão governamental e a “caça à fraude” liderada pelos cidadãos. Numa entrevista com Shirley, Coristine afirmou que o governo deveria “criar mais oportunidades” para investigações de fraude de crowdsourcing, sugerindo uma estratégia deliberada para terceirizar a aplicação da lei. Ele admite extrair dados sobre os gastos do Medicaid para identificar alvos potenciais, provenientes de um enorme conjunto de dados publicado pela equipe HHS DOGE.
A ascensão das repressões baseadas em dados: os vídeos de Shirley ganharam força com figuras como o vice-presidente JD Vance, desencadeando rápidas ações de fiscalização. O seu relatório de Dezembro sobre uma alegada fraude no cuidado de crianças dirigida pela Somália no Minnesota resultou em prisões em massa, detenções e até mortes entre os manifestantes. Coristine e Shirley associam explicitamente a fraude às comunidades de imigrantes, alegando que os fundos são “desviados para fora do país” sem provas.
O legado do DOGE continua: Apesar de não ser mais um membro formal, Coristine agora lidera a engenharia do National Design Studio (NDS) da Casa Branca, administrado pelo cofundador do Airbnb Joe Gebbia, outro veterano do DOGE. Coristine acredita que a missão central do DOGE – detecção agressiva de fraudes – persiste dentro da administração atual.
Alegações não verificadas e agendas políticas: A colaboração é alimentada por alegações infundadas de fraude eleitoral generalizada, ecoando o foco da administração Trump na integridade eleitoral. Shirley alegou falsamente que os cadernos eleitorais da Califórnia incluem indivíduos falecidos e eleitores listando lojas UPS como endereços. Trump apelou publicamente à assunção federal do voto em certos estados, apesar das evidências mínimas de votação significativa de não-cidadãos.
O futuro da supervisão governamental: Coristine revelou que o próximo projeto do NDS envolve trazer “liberdade de expressão para a Europa”, embora os detalhes permaneçam vagos. A parceria entre um ex-membro do DOGE e um influenciador polêmico ressalta uma mudança em direção a uma fiscalização cada vez mais agressiva e baseada em dados com precisão questionável.
As implicações são claras: esta colaboração representa a próxima fase da missão do DOGE, combinando a experiência do governo com tácticas de vigilantes. A falta de provas verificáveis nestas alegações levanta sérias questões sobre a integridade das investigações que orientam as decisões políticas.




















